Bifidobacterium, a heroína da saúde: saiba mais sobre essa bactéria “do bem”

Bifidobacterium, a heroína da saúde: saiba mais sobre essa bactéria “do bem”

Texto de introdução
Bifidobactérias, já ouviu falar nelas? São uns dos maiores grupos de bactérias presentes na microbiota (ou flora) intestinal. Com o nome científico de Bifidobacterium, esses micro-organismos têm centenas de espécies diferentes que vivem no corpo humano e alguns desempenham funções benéficas à saúde, daí porque são consideradas probióticos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os probióticos são micro-organismos vivos que, quando consumidos regularmente e em quantidades adequadas, podem fazer bem, principalmente, ao sistema digestório.

As bifidobactérias  também são utilizadas em diversos produtos fermentados, como leites e iogurtes, que ao serem ingeridos, ajudam a equilibrar a flora. Isso porque elas combatem os patógenos, bactérias consideradas ‘do mal’, e favorecem o aumento daquelas ‘do bem’. 

Muitos dos benefícios promovidos por esse tipo de bactérias são comprovados pela ciência. Duas pesquisas, por exemplo, ambas realizadas por pesquisadores da University College Cork, na Irlanda, entre 2014 e 2015, mostraram que o consumo diário de probióticos feitos com cepas de Bifidobacterium longum 1714 pode trazer efeitos positivos ao cérebro. “Quando demos produtos que continham essa bactéria aos voluntários, eles se sentiram menos ansiosos e a capacidade de memorizarem coisas melhorou”, diz Ted Dinan, que coordenou os dois estudos.

Outro tipo de bifidobactérias, chamado de Bifidobacterium infantis 35624, teve resultados terapêuticos em pessoas com a Síndrome do Intestino Irritável.
Cientistas das universidades de Louisville e de Illinois, nos Estados Unidos, publicaram uma meta-análise em 2017 de diversos estudos que usaram probióticos com essa espécie de bactérias. Os resultados mostraram que esses produtos aliviaram os sintomas do problema nos voluntários sem efeitos adversos.

Outra pesquisa, publicada no periódico Gastroenterology em 2017, também mostrou que probióticos feitos de Bifidobacterium longum NCC3001 reduziram os riscos de ter depressão nos pacientes com a síndrome.

Estudos também comprovaram que o consumo de iogurtes com probióticos do tipo Bifidobacterium animalis melhoram o conforto gastrointestinal. Um deles, publicado no periódico British Journal of Nutrition, em 2009, e realizado por pesquisadores da DANONE, mostrou que o leite fermentado contendo Bifidobacterium lactis DN-173 010 melhora o bem-estar gastrointestinal e sintomas digestivos em mulheres.

Diante de evidências tão animadoras sobre as vantagens das bifidobactérias, é bom saber que podemos contar com elas. 


Referências:
Bifidobacteria modulate cognitive processes in an anxious mouse strain
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25794930

Bifidobacteria exert strain-specific effects on stress-related behavior and physiology in BALB/c mice
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25251188

Efficacy of Bifidobacterium infantis 35624 in patients with irritable bowel syndrome: a meta-analysis
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28166427

Probiotic Bifidobacterium longum NCC3001 Reduces Depression Scores and Alters Brain Activity: A Pilot Study in Patients With Irritable Bowel Syndrome.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28483500