Quais as diferenças entre produtos lácteos e os suplementos de probióticos?

Os probióticos em cápsulas (ou suplementos) e os produtos lácteos que contêm esses micro-organismos, como os iogurtes, têm diferenças entre si, apesar dos dois produtos apresentarem as bactérias "boas". 

Ambos fazem com que os probióticos cheguem vivos ao intestino, já que passam pelo ácido do estômago com facilidade, mas normalmente os produtos lácteos são fontes de nutrientes como cálcio, proteína e potássio, necessários para uma boa saúde. Os suplementos probióticos geralmente não fornecem nutrientes que algumas culturas produzem durante a fermentação.

Para ser considerado um probiótico, é preciso provar aos órgãos reguladores que as bactérias do produto desempenham um benefício específico e que o mesmo é seguro para consumo da população em geral. No caso dos produtos que possuem um probiótico aprovado, é definida uma contagem mínima de micro-organismos, que se faz necessária para que o consumidor obtenha os benefícios. 

Isso quer dizer que cada probiótico, seja ele sob a forma de alimentos ou cápsulas, possui uma dosagem mínima de bactérias para fazer bem ao corpo. Os produtos lácteos que entram nessa categoria entregam mais de 8 bilhões de bactérias ainda vivas diretamente ao intestino.

Além das diferenças na quantidade de seres microscópicos, existem divergências em relação aos benefícios dos probióticos, que são específicos de acordo com cada tipo ou cepa de bactéria. O tipo bifidobacterium, por exemplo, ajuda a reduzir, segundo comprovações científicas, a frequência de desconforto intestinal (desconforto abdominal, inchaço, flatulência, ruídos intestinais).

A forma de consumo de cada produto, claro, também são distintas. Enquanto um compacta os micro-organismos em cápsulas, outro, os insere em bebidas mais agradáveis de consumir. Algumas pessoas ainda têm dificuldade em engolir pílulas, algo que não acontece com os probióticos ingeridos em alimentos.

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